Primeiras impressões da cidade que nunca dorme #SP

quinta-feira, agosto 28, 2014


Hoje é o dia em que eu, uma das pessoas mais bairristas da face da terra, quero contar como foi minha jornada a nossa "New York" brasileira! Ok, eu sou de uma capital de um pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, que é quase um terço do tamanho de São Paulo, mas isso eram só números até eu por os pés no aeroporto de Guarulhos. Da sala de desembarque até o estacionamento eu já pude sentir o ritmo acelerado e o corre-corre das pessoas dos mais diferentes tipos, credos e raças que fazem da cidade uma enorme mistura. E por falar em enorme, foi só isso que consegui pensar pelos oito dias em que andei por aquelas ruas.  T-U-D-O me parecia enorme e exagerado e cada vez mais fui me sentindo uma acuada "guriazinha" do interior que vai visitar pela primeira vez a cidade grande. Inevitável lembrar do Chico Bento maravilhado com as escadas rolantes da cidade, nos gibis que lia na infância. 


Obviamente, oito dias foram insuficientes pra conhecer todos os lugares legais que eu tinha visto em outros blogs, e acredite tem MUITA coisa para se fazer lá. Não exagero quando digo que a cidade nunca dorme. Por experiência própria, fiquei em um bairro nem tão movimentado, mas barulhento até as 3h da madruga. Mesmo deixando muitos passeios para trás tem muito assunto pra conversar. Mas, como não quero fazer do blog um memorial interminável de uma cidade só, vou dividir em tópicos algumas dicas e detalhes do que tem de mais relevante. Seguem as dicas:

A VIBE

São Paulo dá a nítida impressão de ser infinita, e no meio de toda a agitação que a cidade passa, vai criando uma ansiedade de fazer tudo ao mesmo tempo. A Paulista é grande centro comercial de tudo, e do nada dá para esbarrar em alguma emissora filmando no meio da rua, pessoas engravatadas no intervalo do trabalho com um copinho da Starbucks na mão, e no meio disso tudo ainda dá pra ver os hippies fazendo artesanato na calçada e artistas cantando e tocando nas esquinas. A arte está presente em todos os cantos e sempre tem exposição de "alguma coisa" por lá. Alias, tudo acontece lá. A sensação é de que realmente, tudo pode acontecer lá.


AS PESSOAS

Se você estiver indo lá pela primeira vez, sozinho ou então com alguém que também não conhece a cidade, melhor pedir informações em um estabelecimento fixo. Desista de tentar perguntar pra senhorinha simpática que está ali parada, ou pro moço bonito do seu lado, as chances de eles também não conhecerem muito bem a cidade, estarem só de passagem que nem você, ou estarem com pressa demais pra te ajudar são grandes. Lá é o centro de tudo, então é mais fácil encontrar na rua um mineiro que estava lá só para uma reunião, do que um paulista propriamente dito. Já nos estabelecimentos, em geral achei o atendimento bom, até quando eu ia pedir alguma ajuda o pessoal se esforçava pra dar um help.

O METRO

Levei uns dois dias inteiros para saber me achar no metro. Basicamente todo lugar é longe do outro, porém muito acessível. Fiquei hospedada no bairro da Penha, e quase todos os dias precisei fazer transferência de um metro para outro, as famosas "baldeações", alem de pegar ônibus.  O único lugar que tive a benção de poder ir direto foi o Brás.


Cada cor é uma linha, e o segredo é decorar os pontos finais para saber onde tem que chegar. Outra dica é: se organize para sair a partir das 10h e voltar até as 16h, depois desse horário aquilo lá vira a ante-sala do inferno. E ah, JAMAIS bloqueie o lado esquerdo da escada! Sempre vai ter uma multidão querendo passar correndo e se você não der licença vai junto! O bilhete está R$3,00 e as baldeações são gratuitas.

SEGURANÇA

Sempre ouvi falar horrores sobre a cidade e confesso que fui precavida com bolsos internos da cabeça aos pés e uma enorme paranóia. Mas, para a minha surpresa, encontrei várias viaturas e rondas no grande centro, na 25 de março e no Brás. Não sei dizer se é sempre assim, ou se algo extraordinário estava acontecendo. O fato é que enquanto estive perambulando por lá, não vi assaltos. Porém não dá pra relaxar, os furtos a quem anda por ai com a cara no smartphone dando bandeira são mais freqüentes.


PREÇOS

Alugueis extremamente caros, hotéis idem, comida razoável e bugigangas baratas. É mais ou menos por ai que a banda toca. A comida na verdade depende muito do lugar em que se esta. No shopping encontrei preços quase idênticos e alguns até mais baratos que em Porto Alegre. Ala minuta, por exemplo, sai em média de R$14 a R$24. 

TRANSITO

Não sai muito em horas de pico, por tanto não peguei altos engarrafamentos, mas absolutamente a qualquer horário existe transito. Até de madrugada. E qualquer espaço é motivo para pisar no acelerador e sair cortando carros. Mas é coisa de quem está acostumado com a cidade, o ritmo é esse.


CULTURA

Como eu já disse, lá é bem misturado, mas o que se destaca de longe é os inúmeros japinhas e seus estabelecimentos, e também a comida árabe. E os estilos também são todos misturados, mas uma coisa eu garanto: se andar nas ruas certas dá pra ver muita gente estilosa!

Eu poderia dizer muito mais sobre a minha nova cidade favorita, mas o post iria ficar enorme. Espero que tenham gostado e que tudo isso seja útil para quem também quer ter essa experiência. Para acompanhar e saber mais sobre como foi a viagem me siga no insta @carol.ttm e se quiser deixe sua dúvida nos comentários!





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